25 setembro, 2008
Clube Desportivo de Montemor
22 setembro, 2008
09 setembro, 2008
Junta de Freguesia de Loures
No boletim da Junta de Freguesia de Loures, no seu nº 0, datado de Julho de 2008, vem publicada uma elogiosa referência a este blog e a quem nele colabora, o que muito agradecemos.
30 maio, 2008
26 maio, 2008
Transportes Morgadinha
02 abril, 2008
A Tauromaquia em Montemor
Nos anos 50, Montemor tinha um jovem aspirante a toureiro que chegou, na verdade, a sê-lo e a representar a aldeia nas praças mais conhecidas do país. É esse testemunho que chega aos nossos dias, na pessoa de Vítor Manuel Luís Esteves que, por entre palavras de alegria e saudosismo, recorda aqueles que foram dos melhores tempos da sua vida.
“Foi algo com que nasci e tive que experimentar e tentar a minha sorte: a vontade de tourear! Desde jovem que fui um apreciador das actividades tauromáquicas e sabia que, mais cedo ou mais tarde, iria aprender esta arte e dedicar-me a ela”. Começou a tourear com 15 anos de idade, “pela primeira vez na Praça de Touros do Campo Pequeno!”, recorda com nostalgia e ponta de orgulho.

E os trajes? “Comprava-os numa boutique tauromáquica pertencente ao toureiro Mário Coelho. Sem dúvida, gostava de vestir o meu fato e lançar-me à arena!”
A experiência e aprendizagem que Vítor foi adquirindo permitiram-lhe lançar-se em desafios cada vez mais ousados e, no dia 2 de Novembro de 1956, “vi-me a tourear na Praça do Cartaxo, perante uma boa assistência”.



Mas não só! “Também na Praça de Vila Franca tive uma das melhores – e piores – experiências nestas andanças. Levei uma valente tareia (risos) mas não desisti!” O seu sangue novo, a força de vontade e o gosto pela tauromaquia não o deixaram abandonar aquela que era a sua actividade de paixão.
Naturalmente, nem tudo foi um mar de rosas. Desabafa com muita emoção e uma lagrimazita, que “o Pardal deixa-me grandes saudades… Era um cavalo lindíssimo!”, o que se pode constatar nas fotos.
Só mais tarde é que deixou as lides tauromáquicas, resultado do afastamento da vida de civil e cumprimento de serviço militar. No entanto, este toureiro e músico (pertencente à orquestra municipal de Loures) não renunciou 100% à vida tauromáquica. Muito pelo contrário, continua a assistir a touradas, a apreciá-las tanto quanto pode, e ainda é o músico de serviço em todas as garraiadas montemorenses!
24 março, 2008
20 março, 2008
Comissão de Festas
Para se realizar anualmente as festas em honra de Nossa Senhora da Saúde, implica a criação de uma Comissão de Festas, que tem de ter gente disponível e empenhada para que tudo corra com normalidade.
Às vezes não é possível encontrar gente suficiente e disponível e nesses anos não há festa.
14 março, 2008
A Festa de Montemor

Mais tarde com a falta dos cavalos passou a fazer-se o mesmo jogo com bicicletas e motorizadas.
Havia ainda outros jogos, com a subida ao pau ensebado. Era um grande mastro completamente barrado com sebo [que era uma gordura usada para untar as botas, como se fosse para engraxar] que assim dificultava a progressão dos jovens na subida. Havia um prémio no topo do pau para quem conseguisse chegar ao cimo. Não sei se compensava pelo facto de se ficar com a roupa toda estragada.
Mais tarde surgiram as Garraiadas que eram então realizadas dentro de uma estrutura metálica instalada no campo de futebol. Era também aí que se realizavam os tradicionais jogos de futebol entre solteiros e casados, que terminavam sempre numa grande farra de sardinhas e febras e muito vinho tinto.
A festa religiosa era composta pela Missa solene e pela procissão no domingo à tarde pelas ruas da terra. Normalmente acabava sempre com alguma confusão para se saber onde é que a procissão voltava para trás. O problema era o facto do percurso ser longo (cerca de 2 km) e o regresso sempre a subir.

10 março, 2008
26 fevereiro, 2008
Sociedade Recreativa Montemorense em 1962
E->D em cima:
João Manuel Pedroso, Armando Viana, Jose Martins, Rufino , Vítor Ramos, João Careca, José Pequeno e Carlos Alberto,
Em baixo:
Amadeu, Carmindo Esteves, Vasco Manuel, José Pedro, Augusto Simão e Vítor Esteves.
17 fevereiro, 2008
Arboricultora
Mais tarde as camionetas da Arboricultora iam até à Garage Lys, na Rua da Palma e depois até à Rua Antero de Quental, transversal da Avenida Almirante Reis, junto ao Intendente.
A ARBORICULTORA teve origem na actividade de dois empresários de Caneças, Policarpo Domingos Pedroso e o cunhado Francisco dos Santos Paisana, que exploravam uma carreira entre Caneças e o Lumiar. Mas a sua actividade principal era então a comercialização de árvores de fruto, arranjo de jardins e a distribuição da água de Caneças, da Fonte dos Castanheiros, em bilhas de barro. No sítio da Associação dos Amigos de Caneças é possível obter outras informações sobre estas actividades.
[Autocarros 75 e 77, imagem da Associação dos Amigos dos Autocarros]
Horário e Preçário em vigor em 1971, entre Montemor (R. da Saudade) e Lisboa (Rua Antero de Quental, 5-7, na zona do Intendente).
Nesse tempo, este percurso podia fazer-se em apenas 40 minutos e custava 6$50 (seis escudos e cinquenta centavos).


Emblema usado pelos motoristas da Arboricultora no chapéu
[foto cedida por Carlos Caria]
Autocarro nº 14, em 1949
Autocarro nº 21

Autocarro da Arboricultora em Entre Campos
[Documentos cedidos por Policarpo Paisana, proprietário da ARBORICULTORA]
Por iniciativa de um grupo de pais de Montemor junto da Arboricultora foi criado em Dezembro de 1963, um cartão de estudante, que ilustra a função social desta empresa privada.
Em 1963, um bilhete entre Montemor e Lisboa, custava 4$40 e 2$20 para estudantes.
[Colaboração de Luísa Gonçalves]
06 fevereiro, 2008
Ti Augusto Charuto
Como não se podia estabelecer ligação telefónica e entretanto anoitecera, estava muito preocupado. Foi então que um miúdo informou que se o poste estava partido e se situava numa curva, talvez se pudesse remediar a situação ligando os dois fios do telefone entre os postes que ficaram de pé.
Pois assim se fez ! ... Ligados efectivamente os dois fios de cobre, e regressados a casa da Ti Rosa, o telefone voltou a funcionar!
Ti Augusto Prior e Joaquina Prior
04 fevereiro, 2008
Adega da Ti Rosa do Júlio
03 fevereiro, 2008
Montemorenses na festa de Montemor
23 janeiro, 2008
22 janeiro, 2008
Escola Primária em 1949
1ª fila em cima:
1. ?
2. Rufino (Curva da Morte)
3. Carlos Alberto Esteves
4. ?
5. Manuel Frederico
7. Júlio Frederico (irmão do Manuel Frederico)
1. António Luís Esteves
3. ?
4. Carlos Augusto Catarino
6. ?
8. ?
18 janeiro, 2008
AGRADECIMENTOS
Tenho também recebido por e-mail e de viva voz, incentivos e sugestões que pouco a pouco irei tentar concretizar.
Obrigado a todos, e cá fico à espera de mais documentação.
António José Paulino
17 janeiro, 2008
As lavadeiras de Montemor
As barricas, serviam para preparar a barrela (para lavar a roupa) e os cloretos (para a branquear).
Este local é o chamado Rio da Lage mas, como se vê, não é nenhum rio nem tem sequer, qualquer ribeira.
Identificação provisória destas lavadeiras (existem algumas dúvidas que esperamos esclarecer em breve).
Da esquerda para a direita, na fila da frente:
1. Laura Batista ou Esmeralda Pedro (?)
2. Maria Ferreira Catarino
3. Esperança Miranda
4. Maria Careca
5. Maria Teresa Caetano
6. Lucinda Pereira Castelo
7. Helena (mãe do João Manuel) (?)
8. Margarida Caetano
9. Maria Amélia "do Moca"
O miúdo ao centro é o Libério.
Na fila detrás:
10. Lina Alexandrina (de luto pela mãe)
11. Piedade
12. Ilda Duarte (Malaquias)
13. Margarida Xavier Mota
14. Flora Viana
15. (?)
16. Henriqueta Monteiro (com o João Manuel ao colo ?)
17. avó do Armando Viana (?)
18. Gertrudes do "Gaitas" (avó do Libério)
Não se sabe (por enquanto) quem é que tirou esta foto, que terá sido enviada ao ti' Manuel Xavier, que na altura estava a cumprir o serviço militar na Índia.
Em Montemor, assim como em Caneças e outras aldeias saloias próximas, até aos anos 70 do século passado, eram lavadas as roupas de muitas famílias abastadas de Lisboa.
As lavagens eram feitas no lavadouro da Lage (Rio da Lage), no do Ceirão e num outro junto da Quinta da Baleia.
Utilizavam-se barricas para preparar a barrela (para lavar a roupa) e os cloretos (para a branquear). Depois de secar e corar, as roupas eram guardadas em trouxas, sendo transportadas pelas lavadeiras à cabeça.

Ti' Alice com uma trouxa à cabeça
[foto cedida por Vítor Gonçalves]
O transporte para Lisboa, normalmente à 2ª feira de manhãzinha, era feito inicialmente em galeras, depois em camionetas de carga e mais tarde nas camionetas da Arboricultora.
Este assunto foi retratado no famoso filme português “Aldeia da Roupa Branca”, de Chianca Garcia, com a actriz Beatriz Costa (1938).
Ó rio não te queixes,
Ai o sabão não mata,
Ai até lava os peixes,
Ai põe-nos cor de prata.
Três corpetes, um avental,
Sete fronhas, um lençol,
Três camisas do enxoval,
Que a freguesa deu ao rol.
Água fria, da ribeira,
Água fria que o sol aqueceu,
Velha aldeia, traga a ideia,
Roupa branca que a gente estendeu.
Um lençol de pano cru,
Vê lá bem tão lavadinho,
Dormindo nele, eu e tu,
Vê lá bem, está cor de linho.