Foram estas as 10 crianças a quem coube a honra de serem os primeiros cruzados de Montemor.
2 de Jun de 2009
Cruzada Eucarística 1953
Foram estas as 10 crianças a quem coube a honra de serem os primeiros cruzados de Montemor.
29 de Mai de 2009
Festa de Despedida do Avelino em 1961
Estes eram alguns dos jovens de Montemor, que então tinham entre 19 e 23 anos.
Carlos Augusto, Vitinho, Avelino, Arlete, José Pedro, Vítor Ramos e Virgílio Baptista
Gilberto, Hélder, Fernando
Foto tirada no Alto do Mosqueiro
José Brás, Lisete, BVirgílio, Lurdes, Avelino, Arlete, Vitinho e Cilinha, Carlos Augusto, Aurora, Lili e Vítor Ramos
Laura, Fernando, Lurdes Canoura, Julieta, José Pedro, Beta, Gilberto
Mabília (?), Hélder
[colaboração de Arlete Caetano e Avelino Baptista]
Inauguração da Água canalizada
Escola Primária de 1948-49
Na época a 4ª Classe era feita em Caneças e o Exame final em Loures. Como ainda não existia escola primária na Ponte da Bica, os miúdos frequentavam a Escola em Montemor.
1ª fila em cima, E->D: Amália, Jorge André, Manuel Frederico, Henrique Capão, Odílio, [profª Mariana, de Caneças], Manuel António Pestana (Ponte da Bica), António Luís, Júlio Miranda e Maria José Veríssimo
2ª fila - Avelino, Joaquim Calçudo, Xico do Ceirão, Afonso, Lima, Augusto Simão, Madaleno (PB), ? e Rufino
3ª fila - Dália, Domitília, Otília do Ceirão, Lurdes (irmã da Amália), Tita (ainda não andava na escola), Maria Júlia, Gabriela (do Silvério), Ermelinda (Nini), Manuela Pisco e ?
4ª fila - Américo Pestana, Horácio, Vítor Esteves (Vitinho), Carlos Alberto, Carriço, Joaquim Manuel, Gilberto e Baltazar (o Pilante)
[colaboração de Arlete Caetano e Avelino Baptista]
28 de Mai de 2009
Escola Primária de 1949-50
2ª fila: António Luís, Barata, Tonico, Carlos Augusto, Afonso Henriques, Vitinho, Salvado (PB), Carriço, José Jorge (Ceirão) e Joaquim Manuel Casaca
3ª fila: Leonor Loca, Rosa Xavier, Maria José, Albertina, Ermelinda (Nini), Domitília, Arlete, Lídia Casaca, Lurdes André e Dália
4ª fila: ? (PB), Palmira do Ceirão, ? Lima, ?, Tita, ? Lima, Salvado, e ?
[colaboração de Arlete Caetano, Avelino Baptista e Aurora Catarino]
13 de Mai de 2009
16 de Jan de 2009
25 de Set de 2008
Clube Desportivo de Montemor
22 de Set de 2008
9 de Set de 2008
Junta de Freguesia de Loures
No boletim da Junta de Freguesia de Loures, no seu nº 0, datado de Julho de 2008, vem publicada uma elogiosa referência a este blog e a quem nele colabora, o que muito agradecemos.
30 de Mai de 2008
26 de Mai de 2008
Transportes Morgadinha
2 de Abr de 2008
A Tauromaquia em Montemor
Nos anos 50, Montemor tinha um jovem aspirante a toureiro que chegou, na verdade, a sê-lo e a representar a aldeia nas praças mais conhecidas do país. É esse testemunho que chega aos nossos dias, na pessoa de Vítor Manuel Luís Esteves que, por entre palavras de alegria e saudosismo, recorda aqueles que foram dos melhores tempos da sua vida.
“Foi algo com que nasci e tive que experimentar e tentar a minha sorte: a vontade de tourear! Desde jovem que fui um apreciador das actividades tauromáquicas e sabia que, mais cedo ou mais tarde, iria aprender esta arte e dedicar-me a ela”. Começou a tourear com 15 anos de idade, “pela primeira vez na Praça de Touros do Campo Pequeno!”, recorda com nostalgia e ponta de orgulho.
E assim foi. Era necessária alguma capacidade financeira, “mas lá fui torneando essa questão e tendo as minhas aulas, sempre como objectivo de seguir com a carreira de toureiro para a frente. As aulas de toureio eram dadas na escola Arena, na respectiva praça de touros. O professor da altura era Augusto Gomes, pai do cabo de forcados de Lisboa José Luís Gomes”.E os trajes? “Comprava-os numa boutique tauromáquica pertencente ao toureiro Mário Coelho. Sem dúvida, gostava de vestir o meu fato e lançar-me à arena!”
A experiência e aprendizagem que Vítor foi adquirindo permitiram-lhe lançar-se em desafios cada vez mais ousados e, no dia 2 de Novembro de 1956, “vi-me a tourear na Praça do Cartaxo, perante uma boa assistência”.


Mas não só! “Também na Praça de Vila Franca tive uma das melhores – e piores – experiências nestas andanças. Levei uma valente tareia (risos) mas não desisti!” O seu sangue novo, a força de vontade e o gosto pela tauromaquia não o deixaram abandonar aquela que era a sua actividade de paixão.
Naturalmente, nem tudo foi um mar de rosas. Desabafa com muita emoção e uma lagrimazita, que “o Pardal deixa-me grandes saudades… Era um cavalo lindíssimo!”, o que se pode constatar nas fotos.
Só mais tarde é que deixou as lides tauromáquicas, resultado do afastamento da vida de civil e cumprimento de serviço militar. No entanto, este toureiro e músico (pertencente à orquestra municipal de Loures) não renunciou 100% à vida tauromáquica. Muito pelo contrário, continua a assistir a touradas, a apreciá-las tanto quanto pode, e ainda é o músico de serviço em todas as garraiadas montemorenses!
24 de Mar de 2008
20 de Mar de 2008
Comissão de Festas
Para se realizar anualmente as festas em honra de Nossa Senhora da Saúde, implica a criação de uma Comissão de Festas, que tem de ter gente disponível e empenhada para que tudo corra com normalidade.
Às vezes não é possível encontrar gente suficiente e disponível e nesses anos não há festa.
14 de Mar de 2008
A Festa de Montemor

Mais tarde com a falta dos cavalos passou a fazer-se o mesmo jogo com bicicletas e motorizadas.
Havia ainda outros jogos, com a subida ao pau ensebado. Era um grande mastro completamente barrado com sebo [que era uma gordura usada para untar as botas, como se fosse para engraxar] que assim dificultava a progressão dos jovens na subida. Havia um prémio no topo do pau para quem conseguisse chegar ao cimo. Não sei se compensava pelo facto de se ficar com a roupa toda estragada.
Mais tarde surgiram as Garraiadas que eram então realizadas dentro de uma estrutura metálica instalada no campo de futebol. Era também aí que se realizavam os tradicionais jogos de futebol entre solteiros e casados, que terminavam sempre numa grande farra de sardinhas e febras e muito vinho tinto.
A festa religiosa era composta pela Missa solene e pela procissão no domingo à tarde pelas ruas da terra. Normalmente acabava sempre com alguma confusão para se saber onde é que a procissão voltava para trás. O problema era o facto do percurso ser longo (cerca de 2 km) e o regresso sempre a subir.
E para quem carregava com os andores não era nada fácil. Mas as pessoas que contribuíam com dinheiro para a festa queriam que a procissão passasse à sua porta, mesmo que morassem no fim do Ribeiro, e isto tornava a procissão muito longa e demorada. As casas engalanavam-se. Eram colocadas colchas às janelas. Normalmente convidavam-se familiares e amigos para nos visitarem nessas datas para assim se fazer também uma festa familiar.10 de Mar de 2008
26 de Fev de 2008
Sociedade Recreativa Montemorense em 1962
E->D em cima:
João Manuel Pedroso, Armando Viana, Jose Martins, Rufino , Vítor Ramos, João Careca, José Pequeno e Carlos Alberto,
Em baixo:
Amadeu, Carmindo Esteves, Vasco Manuel, José Pedro, Augusto Simão e Vítor Esteves.
17 de Fev de 2008
Arboricultora
Mais tarde as camionetas da Arboricultora iam até à Garage Lys, na Rua da Palma e depois até à Rua Antero de Quental, transversal da Avenida Almirante Reis, junto ao Intendente.
A ARBORICULTORA teve origem na actividade de dois empresários de Caneças, Policarpo Domingos Pedroso e o cunhado Francisco dos Santos Paisana, que exploravam uma carreira entre Caneças e o Lumiar. Mas a sua actividade principal era então a comercialização de árvores de fruto, arranjo de jardins e a distribuição da água de Caneças, da Fonte dos Castanheiros, em bilhas de barro. No sítio da Associação dos Amigos de Caneças é possível obter outras informações sobre estas actividades.
[Autocarros 75 e 77, imagem da Associação dos Amigos dos Autocarros]
Horário e Preçário em vigor em 1971, entre Montemor (R. da Saudade) e Lisboa (Rua Antero de Quental, 5-7, na zona do Intendente).
Nesse tempo, este percurso podia fazer-se em apenas 40 minutos e custava 6$50 (seis escudos e cinquenta centavos).

Emblema usado pelos motoristas da Arboricultora no chapéu
[foto cedida por Carlos Caria]

Autocarro nº 14, em 1949

Autocarro nº 21

Autocarro da Arboricultora em Entre Campos
[Documentos cedidos por Policarpo Paisana, proprietário da ARBORICULTORA]
Por iniciativa de um grupo de pais de Montemor junto da Arboricultora foi criado em Dezembro de 1963, um cartão de estudante, que ilustra a função social desta empresa privada.

Em 1963, um bilhete entre Montemor e Lisboa, custava 4$40 e 2$20 para estudantes.
[Colaboração de Luísa Gonçalves]
6 de Fev de 2008
Ti Augusto Charuto
Como não se podia estabelecer ligação telefónica e entretanto anoitecera, estava muito preocupado. Foi então que um miúdo informou que se o poste estava partido e se situava numa curva, talvez se pudesse remediar a situação ligando os dois fios do telefone entre os postes que ficaram de pé.
Pois assim se fez ! ... Ligados efectivamente os dois fios de cobre, e regressados a casa da Ti Rosa, o telefone voltou a funcionar!

Ti Augusto Prior e Joaquina Prior
4 de Fev de 2008
Adega da Ti Rosa do Júlio
3 de Fev de 2008
Montemorenses na festa de Montemor
23 de Jan de 2008
A Escola entre 1962 e 1965
Escola em 1963/64
Escola em 1964/65 Podem ser vistas aqui todas as imagens já disponíveis sobre a Escola Primária de Montemor.
22 de Jan de 2008
Escola Primária em 1949
1ª fila em cima:
1. ?
2. Rufino (Curva da Morte)
3. Carlos Alberto Esteves
4. ?
5. Manuel Frederico
7. Júlio Frederico (irmão do Manuel Frederico)
1. António Luís Esteves
3. ?
4. Carlos Augusto Catarino
6. ?
8. ?
18 de Jan de 2008
AGRADECIMENTOS
Tenho também recebido por e-mail e de viva voz, incentivos e sugestões que pouco a pouco irei tentar concretizar.
Obrigado a todos, e cá fico à espera de mais documentação.
António José Paulino
17 de Jan de 2008
As lavadeiras de Montemor
As barricas, serviam para preparar a barrela (para lavar a roupa) e os cloretos (para a branquear).
Este local é o chamado Rio da Lage mas, como se vê, não é nenhum rio nem tem sequer, qualquer ribeira.
Identificação provisória destas lavadeiras (existem algumas dúvidas que esperamos esclarecer em breve).
Da esquerda para a direita, na fila da frente:
1. Laura Batista ou Esmeralda Pedro (?)
2. Maria Ferreira Catarino
3. Esperança Miranda
4. Maria Careca
5. Maria Teresa Caetano
6. Lucinda Pereira Castelo
7. Helena (mãe do João Manuel) (?)
8. Margarida Caetano
9. Maria Amélia "do Moca"
O miúdo ao centro é o Libério.
Na fila detrás:
10. Lina Alexandrina (de luto pela mãe)
11. Piedade
12. Ilda Duarte (Malaquias)
13. Margarida Xavier Mota
14. Flora Viana
15. (?)
16. Henriqueta Monteiro (com o João Manuel ao colo ?)
17. avó do Armando Viana (?)
18. Gertrudes do "Gaitas" (avó do Libério)
Não se sabe (por enquanto) quem é que tirou esta foto, que terá sido enviada ao ti' Manuel Xavier, que na altura estava a cumprir o serviço militar na Índia.
Em Montemor, assim como em Caneças e outras aldeias saloias próximas, até aos anos 70 do século passado, eram lavadas as roupas de muitas famílias abastadas de Lisboa.
As lavagens eram feitas no lavadouro da Lage (Rio da Lage), no do Ceirão e num outro junto da Quinta da Baleia.
Utilizavam-se barricas para preparar a barrela (para lavar a roupa) e os cloretos (para a branquear). Depois de secar e corar, as roupas eram guardadas em trouxas, sendo transportadas pelas lavadeiras à cabeça.
Ti' Alice com uma trouxa à cabeça
[foto cedida por Vítor Gonçalves]
O transporte para Lisboa, normalmente à 2ª feira de manhãzinha, era feito inicialmente em galeras, depois em camionetas de carga e mais tarde nas camionetas da Arboricultora.
Este assunto foi retratado no famoso filme português “Aldeia da Roupa Branca”, de Chianca Garcia, com a actriz Beatriz Costa (1938).
Nele era cantada pela Beatriz Costa, esta composição de Raul Portela, Chianca Garcia e A. Curto.
Ó rio não te queixes,
Ai o sabão não mata,
Ai até lava os peixes,
Ai põe-nos cor de prata.
Três corpetes, um avental,
Sete fronhas, um lençol,
Três camisas do enxoval,
Que a freguesa deu ao rol.
Água fria, da ribeira,
Água fria que o sol aqueceu,
Velha aldeia, traga a ideia,
Roupa branca que a gente estendeu.
Um lençol de pano cru,
Vê lá bem tão lavadinho,
Dormindo nele, eu e tu,
Vê lá bem, está cor de linho.
17 de Dez de 2007
Montemor Megalítico
Ver também esta notícia sobre Lugares Mágicos.
12 de Dez de 2007
Os Rouxinóis
6 de Dez de 2007
AZULEJOS da CAPELA
Este autor era então o encarregado do Inventário dos Azulejos Artísticos do País.
Citando o autor: "Esta Capela visitei em Outubro de 1912, e a interessantíssima série de azulejos que lá vi, obriga-me a chamar para ela a atenção dos estudiosos da especialidade"(...)

A cópia do referido texto pode ser vista aqui.
4 de Dez de 2007
Carnavais e outras festas
28 de Nov de 2007
Inauguração do Chafariz do Largo da Boa Vontade
Adelino Gregório, Augusto S. Catarino (mestre Augusto), Luís Gonçalves (Luís Pintor), Dário Cannas (Presidente da C .M. Loures) e Joaquim Maria de Mira
O momento em que o Presidente da Câmara, acciona a alavanca e aí temos a água.
Vêm-se ainda: Joaquim M. Mira, Policarpo Paisana (Arboricultora) e uns mirones
Festa (copo de água) da inauguração do Chafariz (ou Fonte) no Largo da Boa Vontade
Adelino Gregório (no uso da palavra), Caetano Castelo, Luís Gonçalves (Luís Pintor), Mário Martins (Mestre dos “Rouxinóis”), Jorge Boturão, Serafim Rodrigues, Adérito Duarte, Domingos Chitas (?), Júlio Silvério, António Castelo, Dário Cannas (Presidente da C. M. Loures), ( ? ), Fernando Ferreira, Joaquim M. Mira, ( ? )
Fotos cedidas e legendas de Levier Duarte Catarino
Transportes
Curiosamente o poste telefónico que, nessa altura só tinha duas linhas, ou seja um único telefone.
“Buick” da Família Nogueira (Quinta da Fonte), aqui partilhado por alguns jovens de Montemor com o caseiro da Quinta, Ti’ Manuel XavierFotos cedidas e legendas de Levier Duarte Catarino
Camioneta de carga de Adelino Gregório à porta de sua casa
Foto cedida por Encarnação Gregório Duarte
27 de Nov de 2007
Torneio de Futebol
Os Juniores do Clube Desportivo de Montemor
Juniores do Club Desportivo de MontemorJoaquim André, António Pedroso (?), Augusto Duarte, Afonso (?) (Ponte de Lousa), Joaquim Prior, Manuel Xavier e Armando Viana (Bandeirinha)
Odílio Castelo, Horácio Simões, Desconhecido, Francisco Antunes, Avelino Baptista (?)
Futebol
Equipa de futebol do Clube Desportivo de Montemor - 1946 (?)
Da Esquerda para a Direita: (de pé) João Duarte, Joaquim Pedro, Afonso, Teodoro Silvério (Tê), Júlio Silvério, Abel Prior, (de joelhos) Fernando Ferreira, Júlio S. Costa (Julinho), Vítor Silvério, Armando Viana (?) e Adelino Gregório
Teodoro Silvério (Tê), Benedito Viana, Júlio Silvério, José Lopes (? Lisboa), Abel Prior, João Duarte
Fernando Ferreira, Levier Catarino, Vítor Silvério, José Duarte (José Gralha), Júlio S. Costa (Julinho)
Armando Viana, José Duarte (José Gralha), Levier Catarino, Joaquim Prior, Fernando Ferreira
Adérito Duarte, Benedito Viana, Armindo Sapateiro (Caneças), João Duarte,
Adelino Gregório, Armando Viana

Clube Desportivo de Montemor
Francisco (Chico Preto – Odivelas), Júlio S. Costa (Julinho), José Lopes (Lisboa), Abel Prior, Armindo (Sapateiro - Caneças)
20 de Nov de 2007
19 de Nov de 2007
O LAZER
Dava-se corda à grafonola, o disco girava e, através de um sistema com uma agulha, ouvia-se então (de forme mais ou menos rouca), a canção da “Vaca Amarela” e o “Fado da Maria Alice”. Era uma festa ...Mais tarde, mesmo não havendo electricidade, apareceu a Rádio.
Foi na Loja do Ti’ Rodrigues (Rodrigo Gregório) que tinha um estabelecimento comercial de Mercearia e Padaria.
Mandou instalar um pequeno gerador eólico e quando havia vento, podia acender-se uma lâmpada eléctrica e havia música ou relatos de futebol.
Havia um terceiro estabelecimento comercial da Ti’ Rosa do Júlio (Rosa de Jesus) com Mercearia, Vinhos e Casa de Pasto (junto havia a barbearia do filho “mestre Augusto), mas não tinham nada disso.
Ali a animação era outra e permanente; havia sempre um ou mais cochichos que cantavam muito e bem.
Ti' Rosa do Júlio
Junto ao estabelecimento comercial do Ti’ Rodrigues havia um espaço coberto (debaixo da Escola Velha) onde se podia jogar o chinquilho.
O jogo consistia em arremessar uma malha (disco de ferro) que devia atingir um palito (peça de madeira de palmo e meio de altura) colocado num tabuleiro de madeira situado a uns 20 metros de distância (chamado cama). Se a malha acertava no palito o jogador ganhava dois pontos.
O jogador que no fim de cada jogada colocasse a sua malha mais perto do “prego” (ponto onde se instalava o palito), ganhava um ponto. Este jogo só funcionava nas tardes de Domingo ou Feriados e era normalmente feito por equipas de 2, 4 ou mais jogadores.
Havia também a caça. Entre os caçadores havia o grupo dos “fortes” e outro dos “fracos”. È evidente que os caçadores “fortes” eram assim chamados por que apanhavam normalmente mais caça.
Os grupos tinham “um ou dois espingardas” e uns cinco ou mais batedores. Todos tinham muitos cães. Os cães dos “fortes” também eram os melhores, claro.
Os caçadores mais famosos eram o Ti’ Domingos Viana (Moca) e o irmão Fernando Viana (Pires) e mais tarde o filho Francisco Viana (Moquita). Chegaram a apanhar uma raposa. Sobre coelhos nem se fala…
Nas tardes de Domingo, também se jogava o futebol. A miudagem jogava a bola na “Eira Velha”. Quando o Engº Carlos Santos estava disponível, jogava-se com a bola de couro que ele próprio emprestava.
Às vezes dava uns pontapés. Fora disso, jogava-se com bola de trapos ou de borracha. Os homens jogavam no campo e tinham equipamento próprio: camisolas amarelas e pretas, às riscas.
Com alguns apoios, quando a miudagem cresce, é fundado o Grupo Desportivo de Montemor (camisolas amarelas e calções pretos).
Mais tarde, é na sede deste Grupo Desportivo, que é instalado o primeiro Televisor em Montemor (taxa de 1$00 por noite).
Quando se funde com a Sociedade Recreativa de Beneficência Montemorense tinha, além do futebol, ténis de mesa e outras actividades.

No Carnaval apareciam as cegadas que eram muito apreciadas.
Tratava-se de grupos de teatro popular que representava na rua (às vezes na Sociedade) as suas peças com cariz cómico como era próprio da época, mas também outras com fundo dramático. Estas vinham normalmente da gente do Zambujal. Do Barro de Loures, vinham sempre cegadas cómicas.
Um conjunto de jovens mascaradas no Carnaval
[foto cedida por Encarnação Gregório Duarte]
Na Sociedade havia nesse tempo o bailarico saloio, por vezes com cantigas à desgarrada.
Os “caraceiros” apareciam logo no Domingo “magro”, altura em que se começava a mandar as pulhas…

[foto cedida por Levier Duarte Catarino]
O que eram as pulhas ? Eram ditos (ou “bocas”) que se apregoavam a partir do “Alto do Nico” afim de poderem ser ouvidas no Lugar, na Fonte ou mesmo no Rio da Lage.
Uma delas era assim:
Cá vai uma pulha …
P’ra a gente do Lugar
Vai carregada de merda
P’ra quem a apanhar !
Findo o Entrudo, ainda havia folgazões que na Quarta-Feira de Cinzas iam fazer o habitual “Enterro do Carnaval”. Tratava-se de uma praxe em que só participavam homens (os rapazes metiam-se à socapa), representando um deles a figura da “Viúva do Carnaval” chorando a sua morte.
Diziam-se algumas obscenidades e no fim queimava-se o “morto”.
O Jazz também colaborava na festa; havia sempre filhós (filhóses como se dizia) e eram muito boas.
Levier Duarte Catarino
15 de Nov de 2007
Montemor e a Guerra Colonial: o Casão Militar
No entanto, outras “guerras” houve na aldeia aquando dessa época e muitas pequenas batalhas tiveram que ser travadas para que a população, expectante “do lado de cá” para saber dos seus, pudesse continuar a sua vida e subsistisse em pleno período de contenção e racionamento em todo o Portugal.
Uma dessas pequenas batalhas foi o fenómeno social que se faria sentir por todo o território nacional: a entrada das mulheres no mercado de trabalho. Naturalmente, também em Montemor essa alteração da posição da mulher na sociedade foi visível e sentida pela população. Como a História ensina, em época de guerra e ausência daqueles que, maioritariamente do sexo masculino, são enviados para os campos de luta, ficavam aquelas que os viam partir. Daqui à entrada – voluntária ou por uma questão de necessidade – das mulheres da aldeia na vida profissional a full-time, foi só um passo.
O Casão Militar
Assim, em Montemor, uma boa parte das mulheres que desempenhavam a actividade de “domésticas” ou “donas-de-casa”, passaram a acumular a esta função uma outra: trabalhar para uma organização estatal chamada o Casão. O Casão era a instituição responsável, entre outras, pela contínua produção de fardas para os militares do exército. Esta era a actividade do Casão para a qual muitas mulheres de Montemor trabalharam.
“As mulheres tinham que ter a quarta classe para entrar”, relembra Alda Vitória, uma das trabalhadoras do Casão. “Eram indicadas pelas que já lá trabalhavam e faziam um exame que consistia na costura de uma peça de roupa. Depois, ou eram aprovadas… ou não". Testemunhos de décadas passadas num período de conturbação: “também tínhamos de fazer horas extraordinárias, quando havia mais precisão.”
O depósito de fardamento e oficinas gerais eram no Campo de Sta. Clara e a entrega das fardas costuradas, na Graça. Quantas mais peças fossem feitas, maior era o ordenado. Uma camisa era 7$50 [escudos], umas calças 18$00, e assim sucessivamente. A entrega era feita semana a semana. Para além disso, faziam-se peditórios para a angariação de dinheiro para os militares irem em melhores condições para o Ultramar.
Quando a guerra acabou, as mulheres que estavam ligadas ao Casão foram integradas na função pública. As oficinas fecharam mas a maior parte manteve-se na vida activa exercendo outras funções em quartéis, no Colégio Militar, no Instituto de Odivelas ou no Hospital Militar. Esta alteração justificou seguramente uma evolução do perfil social da aldeia e promoveu a diversidade hoje encontrada na sua população, para o que a proximidade geográfica de Lisboa também contribuiu.
Cláudia Silvério Gonçalves
14 de Nov de 2007
A CAPELA E A CATEQUESE
Jorge de Oliveira Boturão com um conjunto de catequistasApós uma grave doença deste senhor, ele prometeu a Nossa Senhora da Saúde, ajudar no que estivesse ao seu alcance, a Capela de Montemor. E não foi assim tão pouco como isso .
Começou por valorizar a Capela, mandando construir quatro salas de catequese ornamentadas requintadamente para o efeito, com quadros ainda hoje existentes, numa das salas que nos dias de hoje é a casa mortuária, fotografias, secretárias em madeira para catequistas e crianças, armários para arquivar toda a documentação referente a todos os processo doutrinais dessas crianças (os das meninas em cor-de-rosa e os dos meninos em amarelo).
Organizou “O TESOURO”, um documento entregue a todas as crianças uma vez por mês, onde durante os dias da semana descreviam as suas orações, e as suas boas acções, o que de certa maneira seria uma iniciativa preciosa para não se cometer as “ menos boas acções”. Apetrechou também a Capela com os paramentos e demais alfaias litúrgicas, que ainda hoje lá existem.
Faleceu na Quinta-feira de Paixão, no dia 7 de Abril de 1966 e foi a enterrar na Sexta-feira de Paixão.
Hoje existe em Montemor uma rua com o seu nome ...para que nunca o esqueçamos.
13 de Nov de 2007
TERRA PRETA
Esta terra era vendida sobretudo para os jardins das Câmaras Municipais de Loures, Almada e Lisboa, para o Jardim Zoológico de Lisboa, para os jardins do restaurante “Castanheira de Moura“, ainda hoje existente na zona do Lumiar e que na altura era um dos restaurantes mais conceituados e seleccionados de Lisboa e sobretudo para alguns particulares “de alto gabarito” de Lisboa também.
A lavoura e a exploração de gado ainda hoje são praticadas por algumas famílias em Montemor.
A GUERRA MUNDIAL
Havia cartazes com fotografias da frota naval de Sua Majestade bem como painéis com as fotografias dos submarinos e aviões do Reich.
Os veraneantes mais importantes emitiam opiniões que eram ouvidas com atenção. Havia vários anglófilos mas também uns quantos germanófilos.
Logo que os Estados Unidos e o Japão entraram na guerra, passa a aparecer ainda mais propaganda. A revista “Em Guarda” (papel couché e a cores) passa a ser distribuído gratuitamente e com grande frequência.
Segundo uma determinada propaganda, tinha sido abatido uma tonelagem recorde de submarinos do inimigo. Em resposta, logo apareciam notícias contrárias afirmando tinha sido afundado um número recorde de vasos de guerra do adversário.
Num dado momento esta guerra bate mesmo à porta dos portugueses.
Uma vez que tinham sido dadas facilidades aos americanos para instalarem um aeroporto militar (Base Aérea das Lages) a meio do Atlântico (entre os Estados Unidos e o centro da Europa), foram mobilizados soldados portugueses para prestarem serviço militar no arquipélago dos Açores que assim se tornou palco desta guerra.
Partiram portanto para os Açores os jovens soldados montemorenses: Adelino Gregório, Caetano Castelo e Luís Romão (Luís Plácido), àcerca dos quais havia muito pouca informação.
Sem se dizer que era para apoio dos países em guerra, passou a haver uma grande procura de peles de coelho. Percebia-se facilmente que a Alemanha preparava uma invasão da União Soviética e precisava de se precaver para se debater ali, com o chamado “general Inverno”. Os compradores de peles apareciam com frequência e pagavam bom preço pelo produto É claro que toda a gente passou a ter criação de coelhos. Depois de abatidos os coelhos, retirava-se a pele (numa só peça) que, depois de tratada, se esticava com canas, afim de secar.
Outro facto importante foi o aparecimento do racionamento de vários produtos alimentares. O Pão foi o primeiro produto a ser racionado. Seguiu-se o Açúcar, o Arroz, o Azeite, o Bacalhau e as Massas, alem do Sabão. Cada família tinha uma caderneta do racionamento e só podia levantar as quantidades que estavam atribuídas a cada família.
Como as lavadeiras gastavam muito Sabão tinham de se recorrer a processos de mercado negro em Lisboa, no “petrolino” ou mesmo por aqui.
O Petróleo tal como a Gasolina e o Gasóleo, não estavam racionados, mas faltavam. Como não havia electricidade, a iluminação passou a ser feita com o recurso às candeias de azeite, em vez dos célebres candeeiros a petróleo.
Como matéria-prima para a produção de combustível para os camiões e automóveis, passou a ser utilizado o carvão. Um dispositivo ou sistema chamado “gasogénio” passou a ser instalado nos veículos afim de obterem alguma energia, aliás chamada de “gás pobre”, tal era a sua eficiência.

E foi assim. Depois da bomba atómica, a Guerra acabou finalmente.
Muita gente enriqueceu. O País ficou com as finanças em ordem mas aqui, tal como sempre, o povo é que suportou os custos.
__________________
Boletim de Racionamento do sr. Benjamim Esteves, de Agosto de 1943, no tempo da II Grande Guerra Mundial, que também afectou os moradores de Montemor.
(documento cedido por Irene Salvador Esteves)
9 de Nov de 2007
OS VERANEANTES
Outras, tidas por veraneantes, encontraram em Montemor condições de repouso ou de saúde, acabando estabelecer aqui uma segunda residência.
Os primeiros, nos anos ’30, do século passado, fixaram-se na Quinta da Baleia e na Quinta da Fonte.
Outros, construindo ou alugando casa, dedicaram-se à terra e à sua gente.
Apontam-se para já o caso de algumas famílias:
António Alves Barata (sócio da Farmácia Barral – Lisboa) que adquiriu a Quinta da Baleia. Este senhor faleceu cedo, mas a família sempre se integrou na vida da aldeia. Um dos filhos jogava futebol no Sporting Clube de Portugal e integrava de vez em quando o grupo de futebol que assim se foi organizando em Montemor.
Engº. Carlos Santos (Director da CP e Presidente da Câmara Municipal de Sintra) que arrendou a Quinta da Fonte, por volta de 1934 / 35 procurando condições para que uma das filhas do casal se pudesse restabelecer aqui de qualquer enfermidade.
Não só porque se encontrava escondida naquela Quinta a imagem de N. S. da Saúde, mas porque esposa - D. Maria Justina Grandella Santos – possuída de um elevado espírito cristão, logo iniciou em Montemor uma acção de evangelização – catequese – com o apoio do Pároco de Loures, Rev. Pe. Abílio de Carvalho.
Em consequência dessa acção, dentro de algum tempo, foram baptizados na Igreja Matriz de Loures, recentemente reaberta, as crianças e jovens do lugar que tinham ficado vários anos sem assistência religiosa; tornou-se ela própria (e as filhas) madrinha de quase toda a gente. Constrói posteriormente casa no “Cerrado da Fonte” onde continua a sua acção.
[1º grupo catequizado pela D. Maria Justina Grandella Santos, em 1935/36]
Com a ajuda do povo e de outros veraneantes também interessados na reconstrução da Capela, inicia essas obras por volta do ano de 1936, tendo já havido no ano seguinte a festa anual em honra de Nª. Sª. da Saúde, interrompida há vários anos (primeiro Domingo de Setembro como era de tradição).
Alem da acção religiosa, dispensou particular atenção às condições de saúde das crianças e jovens da aldeia. Com a colaboração do marido e o apoio da Junta de Estremadura (Lisboa), organizou a vacinação das crianças, bem como o rastreio e acompanhamento de casos de tuberculose. Todos acabaram por tomar o célebre “óleo de fígado de bacalhau”.
Para além destas actividades, organizou e manteve uma “Casa de Trabalho” onde, em complemento da catequese, eram proporcionadas lições de costura e bordados a diversas raparigas mais crescidas, isto para alem de lições de higiene, puericultura, etc.
Por alturas do ano de 1947, a senhora adoeceu com gravidade tendo sofrido, em Londres, uma delicada intervenção cirúrgica, pela mão do Prof. Egas Moniz. Deixou portanto de se deslocar a Montemor e a sua obra teve de ser interrompida.
Joaquim Maria de Mira (dono de uma empresa de transportes no Campo das Cebolas) chegou a Montemor mais tarde mas integrou-se na vida dos montemorenses e colaborou em muitas actividades, integrando de comissões de melhoramentos locais.
Podemos encontrar a sua fotografia no acto da inauguração das obras do Largo da Boa-Vontade. Construiu casa própria, no Ribeiro, a que pôs o nome de “Vivenda Miratejo”.
Jorge de Oliveira Boturão (Director da Soc. Nacional Fósforos – Lisboa), vivia em Lisboa (Paróquia do Lumiar) tendo vindo para aqui por volta do ano de 1948, dizendo-se montemorense já que nasceu aqui perto.
Com o apoio do Pároco de Loures, Rev. Pe. Antero Jacinto Marques, retoma a acção da catequese e da vida religiosa em Montemor, introduzindo imensas benfeitorias nas dependências da Capela, equipando as salas com diverso material didáctico.
Além da Catequese introduz o Apostolado da Oração, a Cruzada Eucarística das Crianças e a Liga Eucarística dos Homens.
É ainda ele quem promove na Sociedade Recreativa Beneficência Montemorense, depois de ampliadas as suas instalações, as primeiras representações de teatro a cargo de um óptimo grupo de jovens do Paço do Lumiar.

Com a colaboração da Pia Sociedade de S. Paulo, edita o “Notícias de Montemor” que passa a ser distribuído juntamente com o semanário “O Domingo”.
João Augusto Porto (comércio de desinfestantes) colabora com um cunhado na construção do “Casal das Arrelias” (ou dos arreliados) adquirindo posteriormente (1948 ?) o “Cerrado da Fonte”
Era muito afável e não pode deixar de se referir que toda a miudagem gostava dele.
Na altura do “Pão por Deus” dava sempre 2$50 (uma moeda de prata) a cada miúdo. Ninguém faltava lá !
A SAÚDE em MONTEMOR
Os partos eram assistidos por uma curiosa – Tia Carolina “do Gaitas”.
Nas crianças pequenas, especialmente nos bebés, eram frequentes os casos de disenteria; se a criança estava de “caganeira” e tinha passado a ”fazer verde” isso podia ser “andaço”. De um modo geral, morria alguns dias depois.
A mortalidade infantil era portanto elevada. De tal forma que os funerais destas crianças eram efectuados muitas vezes sem a participação directa dos pais. Em muitos casos, as crianças eram levadas para o cemitério de Loures, sobre uma pequena padiola à cabeça de uma mulher, às vezes sem acompanhamento.
Quanto às situações de doença dos adultos, se o caso se complicava, era então chamado o experiente médico - Dr. Fernando Cunha - de Odivelas.
Os casos complicados eram remetidos para o Hospital de S. José em Lisboa.
Também havia quem recorresse à “Bruxa da Malveira” que aliás morava na Venda do Pinheiro. Levava-se uma peça de roupa do doente e ela trataria do resto. Casos de dores ósseas (braços partidos, etc.) eram porém encaminhados para o “Endireita” da Esperança, em Lisboa.
Nas situações em que o Dr. Cunha prescrevia cuidados especiais envolvendo a aplicação de injectáveis, não era chamado qualquer enfermeiro que aliás só havia em Odivelas ou em Caneças. Quem se encarregava da aplicação destas injecções, com observação dos horários ou outras recomendações, era o “mestre Augusto”, Augusto Simões Catarino (pai do autor deste texto), que além de comerciante e barbeiro, também se ocupava destes cuidados.
A sua seringa de vidro e as velhas agulhas, existem ainda.
Se o doente morria entretanto, era homem e tinha a barba crescida, ainda ia fazer a barba ao defunto. Não se sabe se cobrava algo pelo serviço.
No meio disto, como o médico só era chamado quando o doente já estava bastante mal, acontecia que quando se ouvia a característica buzina do carro “Fiat Ballila” do Dr. Cunha, muitas pessoas perguntavam quem estava para morrer.

Para tratamento de ferimentos mais ou menos ligeiros (o que era corrente no tempo das ceifas, por exemplo), era aplicado um curioso “curativo” - uma fava !
Depois de desinfectada a ferida (álcool, borato ou mercurocromo) era escolhida uma fava grande que era cozida e a que se retirava o miolo.
Depois era cortada pelo lado do olho afim de formar uma cápsula que era então aplicada no dedo; a ferida ficava preservada de qualquer infecção e acabava por sarar dentro de pouco tempo.
Porque não havia outros transportes, os funerais eram feitos a pé pela instituição de solidariedade social, - Associação Luís Pereira da Mota - de Loures que dispunha para este efeito de um carro fúnebre com decoração apropriada (tipo carroça puxada por uma mula). O velório era feito em casa do próprio defunto
Os acompanhantes, (todas as famílias se faziam representar) seguiam a pé de Montemor formando um cortejo atrás da “carreta” até ao cemitério de Loures. Concluído o funeral e bebido um copito, regressava-se a Montemor pelo Correio-Mór.
Pagava-se uma quota anual ao “homem da carreta” para se assegurarem os serviços da “Associação” quando viesse a ocorrer qualquer funeral na família.
8 de Nov de 2007
OS ROUXINÓIS
O nome inicial: Trupe Jazz “Os Rouxinois” de Montemor, mais tarde denominado
Benjamim Esteves (1919-2001) - Trompete
Mais tarde entraram:
João Baptista (primo do Avelino Baptista)
Luís Afonso
António Xavier
Amadeu Almeida
Joaquim Prior (durante pouco tempo)
Avelino Baptista
Armando Viana
Vítor Esteves (filho do Benjamim Esteves e genro do Teodoro Silvério)
Augusto Duarte (genro do referido Amadeu)
5 de Nov de 2007
A ÁGUA da BOA VONTADE
O chafariz (no Lugar) com uma única bica, recebia água de uma mina fechada situada em frente à porta principal da Quinta de Nossa Senhora da Conceição. Este nome foi posto há cerca de 50 anos quando a propriedade foi adquirida pelo pai do Dr. António José Xara Brasil Nogueira. Aliás sempre foi conhecida por Quinta da Fonte (anteriormente Quinta do Neves).
Havia uma segunda mina no Ribeiro com menos água e que ainda hoje se pode visitar. Os acessos não eram tão bons para a recolha de água já que se descia por uma pequena escada de pedra cavada no terreno, podendo depois encontrar-se a água que corria sobre uma calha de telhas para dentro de um pequeno poço ou tina, também de pedra. Era pouco usada.
Existia ainda uma terceira mina com bica de água corrente, situada entre o chafariz e a mina do Ribeiro. A água nascia a poucos metros dali, do outro lado da rua, mas era pouca.
O acesso era largo e tinha uns quantos degraus ou patamares largos, encontrando-se portanto uns 2 ou 3 metros abaixo do nível da rua. Embora a céu aberto, a mina estava enterrada. Podia ser utilizada pelos animais, sendo certo porem que estes contribuíam para encher o espaço de imundícies. A tina onde se ia recolhendo a água acabou por ficar coberta de lama e dejectos dos animais. Tornou-se num chafurdo completo.
Este espaço foi portanto requalificado mercê dos esforços de uma comissão de obras que conseguiu congregar para esta acção todas as vontades do lugar. O êxito desta iniciativa acabou por dar nome ao lugar (transformado em fontanário e jardim) tendo esse espaço ficado a ser conhecido por Largo da Boa Vontade.
Inauguração do Chafariz da Boa Vontade, Adelino Gregório, Joaquim Mira e o Presidente da Câmara de Loures, Dário Cannas a 1.Jan.1948
[foto cedida por Encarnação Gregório Duarte]
O Jardim durou pouco tempo e acabou por dar lugar ao actual parque de estacionamento dos autocarros da Rodoviária (na altura Empresa Arboricultora Lda., de Caneças).
A forma como estava organizada a recolha de água no chafariz do lugar era muito curiosa:
Como no Verão a água era pouca, havia as naturais bichas formadas pelas pessoas ou através das suas bilhas.
No fundo, se estava muita gente, uma pessoa arrumava a sua bilha numa fila própria (encostada à parede) e ia embora. Quando mais tarde voltava à fonte, se já não tivesse ninguém à sua frente, tinha o direito de encher a sua bilha.
É claro que, de quando em quando, havia confusão, já que outra bilha poderia ter entretanto ganho a vez.
Isto sucedia porque a fila de bilhas chegava a ser muito grande e a ordem de vez podia ser alterada. Ninguém podia garantir se determinada bilha estava em bicha há mais tempo do que outra.
Porém quando chegava alguém com gado para beber, o animal ou o rebanho, tinha sempre prioridade sobre as pessoas.
Se a tina não tinha água acumulada (o que era normal), punha-se uma selha à bica e ia sendo dado de beber a todos os animais.
Levier Duarte Catarino
2 de Nov de 2007
Uma Récita em Montemor

Por outro lado dava os parabéns à Direcção pela futura inauguração de um novo palco para exibições musicais, o que veio a acontecer numa grande récita a 18 de Maio de 1952.
21 de Ago de 2007
Quando Montemor teve um jornal
















































