Escola em 1963/64
Escola em 1964/65 Podem ser vistas aqui todas as imagens já disponíveis sobre a Escola Primária de Montemor.
à procura da sua história
Escola em 1963/64
Escola em 1964/65 Podem ser vistas aqui todas as imagens já disponíveis sobre a Escola Primária de Montemor.
Da esquerda para a direita, na fila da frente:
1. Laura Batista ou Esmeralda Pedro (?)
2. Maria Ferreira Catarino
3. Esperança Miranda
4. Maria Careca
5. Maria Teresa Caetano
6. Lucinda Pereira Castelo
7. Helena (mãe do João Manuel) (?)
8. Margarida Caetano
9. Maria Amélia "do Moca"
O miúdo ao centro é o Libério.
Na fila detrás:
10. Lina Alexandrina (de luto pela mãe)
11. Piedade
12. Ilda Duarte (Malaquias)
13. Margarida Xavier Mota
14. Flora Viana
15. (?)
16. Henriqueta Monteiro (com o João Manuel ao colo ?)
17. avó do Armando Viana (?)
18. Gertrudes do "Gaitas" (avó do Libério)
Não se sabe (por enquanto) quem é que tirou esta foto, que terá sido enviada ao ti' Manuel Xavier, que na altura estava a cumprir o serviço militar na Índia.
Em Montemor, assim como em Caneças e outras aldeias saloias próximas, até aos anos 70 do século passado, eram lavadas as roupas de muitas famílias abastadas de Lisboa.
As lavagens eram feitas no lavadouro da Lage (Rio da Lage), no do Ceirão e num outro junto da Quinta da Baleia.
Utilizavam-se barricas para preparar a barrela (para lavar a roupa) e os cloretos (para a branquear). Depois de secar e corar, as roupas eram guardadas em trouxas, sendo transportadas pelas lavadeiras à cabeça.
Ti' Alice com uma trouxa à cabeça
[foto cedida por Vítor Gonçalves]
O transporte para Lisboa, normalmente à 2ª feira de manhãzinha, era feito inicialmente em galeras, depois em camionetas de carga e mais tarde nas camionetas da Arboricultora.
Este assunto foi retratado no famoso filme português “Aldeia da Roupa Branca”, de Chianca Garcia, com a actriz Beatriz Costa (1938).
Nele era cantada pela Beatriz Costa, esta composição de Raul Portela, Chianca Garcia e A. Curto.
Ó rio não te queixes,
Ai o sabão não mata,
Ai até lava os peixes,
Ai põe-nos cor de prata.
Três corpetes, um avental,
Sete fronhas, um lençol,
Três camisas do enxoval,
Que a freguesa deu ao rol.
Água fria, da ribeira,
Água fria que o sol aqueceu,
Velha aldeia, traga a ideia,
Roupa branca que a gente estendeu.
Um lençol de pano cru,
Vê lá bem tão lavadinho,
Dormindo nele, eu e tu,
Vê lá bem, está cor de linho.

Adelino Gregório, Augusto S. Catarino (mestre Augusto), Luís Gonçalves (Luís Pintor), Dário Cannas (Presidente da C .M. Loures) e Joaquim Maria de Mira
O momento em que o Presidente da Câmara, acciona a alavanca e aí temos a água.
Vêm-se ainda: Joaquim M. Mira, Policarpo Paisana (Arboricultora) e uns mirones
Festa (copo de água) da inauguração do Chafariz (ou Fonte) no Largo da Boa Vontade
Adelino Gregório (no uso da palavra), Caetano Castelo, Luís Gonçalves (Luís Pintor), Mário Martins (Mestre dos “Rouxinóis”), Jorge Boturão, Serafim Rodrigues, Adérito Duarte, Domingos Chitas (?), Júlio Silvério, António Castelo, Dário Cannas (Presidente da C. M. Loures), ( ? ), Fernando Ferreira, Joaquim M. Mira, ( ? )
Fotos cedidas e legendas de Levier Duarte Catarino
“Buick” da Família Nogueira (Quinta da Fonte), aqui partilhado por alguns jovens de Montemor com o caseiro da Quinta, Ti’ Manuel XavierFotos cedidas e legendas de Levier Duarte Catarino
Camioneta de carga de Adelino Gregório à porta de sua casa
Foto cedida por Encarnação Gregório Duarte
Juniores do Club Desportivo de MontemorEquipa de futebol do Clube Desportivo de Montemor - 1946 (?)
Da Esquerda para a Direita: (de pé) João Duarte, Joaquim Pedro, Afonso, Teodoro Silvério (Tê), Júlio Silvério, Abel Prior, (de joelhos) Fernando Ferreira, Júlio S. Costa (Julinho), Vítor Silvério, Armando Viana (?) e Adelino Gregório

Dava-se corda à grafonola, o disco girava e, através de um sistema com uma agulha, ouvia-se então (de forme mais ou menos rouca), a canção da “Vaca Amarela” e o “Fado da Maria Alice”. Era uma festa ...
Ti' Rosa do Júlio

Um conjunto de jovens mascaradas no Carnaval
[foto cedida por Encarnação Gregório Duarte]
Na Sociedade havia nesse tempo o bailarico saloio, por vezes com cantigas à desgarrada.
Os “caraceiros” apareciam logo no Domingo “magro”, altura em que se começava a mandar as pulhas…

[foto cedida por Levier Duarte Catarino]
O que eram as pulhas ? Eram ditos (ou “bocas”) que se apregoavam a partir do “Alto do Nico” afim de poderem ser ouvidas no Lugar, na Fonte ou mesmo no Rio da Lage.
Uma delas era assim:
Cá vai uma pulha …
P’ra a gente do Lugar
Vai carregada de merda
P’ra quem a apanhar !
Findo o Entrudo, ainda havia folgazões que na Quarta-Feira de Cinzas iam fazer o habitual “Enterro do Carnaval”. Tratava-se de uma praxe em que só participavam homens (os rapazes metiam-se à socapa), representando um deles a figura da “Viúva do Carnaval” chorando a sua morte.
Diziam-se algumas obscenidades e no fim queimava-se o “morto”.
O Jazz também colaborava na festa; havia sempre filhós (filhóses como se dizia) e eram muito boas.
Levier Duarte Catarino
Jorge de Oliveira Boturão com um conjunto de catequistas
(documento cedido por Irene Salvador Esteves)

